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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

À Celsa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Celsa Matilde faleceu ontem à noite. Nem há cinco meses a tinha, foi-me oferecida para os meus anos. Era adorável, excêntrica: quando tentava andar nas suas patas traseiras, como as pessoas, atrás do meu dedo. Ou quando lhe dava para fazer acrobacias nas grades e piruetas. Quando se coçava: um cãozinho em miniatura! Era tão engraçado como se enfiava dentro do recipiente da comida para procurar o que queria; adorava alface, cenoura e cereja. Aspirava as sementes de sésamo da minha mão; mordeu-me vezes sem conta e ainda tenho algumas marcas - daí lhe chamar bicha do demónio. Vou ter saudades dela, dos seus barulhinhos a comer, da roda a girar. Vou ter saudades dos olhinhos negros que me seguiam quando aparecia ao pé da caixa. E da maneira como se chateava depois de lhe mudar o ninho ou de como ficava irritada quando a metia na bola exploradora ou quando punha Beatles a tocar. Era inteligente e engraçada. Uma boa companhia. Celsa, a Bicha do Demónio.

 

R.I.P.