Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Back to the way they (I) were (Was) #2

Este Verão operou alguma coisa aqui dentro. Alguma coisa grande, tão grande que comecei a repensar em mim mesma como namorada, filha, amiga e estudante. Enquanto pessoa de 20.

Apetece-me morrer por to ter feito; ter-te deixado assim plantada do nada porque sim, porque preciso - digo eu - do meu espaço e de me ouvir a pensar sozinha. Mas o facto é: nunca vou estar sozinha. Se não te tenho a ti há-de surgir mais alguém para preencher os meus vazios emocionais. Torne-se menos sério, mais sério ou nem de todo... Há-de haver sempre alguém. Hás-de ser tu por um lado, ela por outro e mais alguém a puxar-me ainda por outro. Não me consigo desfazer das pessoas. Parece bom mas não é. Dou-lhes a esperança e o alento para gostarem de mim, para me quererem nas suas vidas e depois ... são como máquinas descartáveis. Não há paciência para tanta brutalidade e banalidade. Apetece-me bater-me com alguma força e enrolar-me na cama durante horas e deixar de pensar. A crise dos vinte chegou. A vontade de viver é mais que muita mas não tenho a certeza de como fazê-lo ou com quem: ficar fora a dançar até as 4 a.m. e só voltar para casa duas horas mais tarde? Apanhar um comboio para o primeiro destino que aparecer? All sounds new and exciting. Tu queres comprar uma mota e eu quero tatuar-me. Percebes? Tu vais mudar e eu vou mudar. Já não conseguia viver contigo assim, daquela forma. E agora dizes-me que vais mudar também. Mas eu já era outra, só havia sido castrada - havia cedido - para melhor chegar a ti, melhor conviver contigo e o resultado... Está à vista. Agora, por muito que pense que tu queiras agarrar-te a uma restia de esperança - de resto, como eu - de que nos havemos de encontrar no ponto do bem bom outra vez, penso que as mudanças que queres na tua vida e as que eu quero se vão desencontrar. Tu foste aquilo que precisei durante estes dois anos e meio mas deixastes de o ser. Põe-se a questão se esta mudança nos leva avante ou pelo contrário torna este tempo uma preciosidade a guardar dentro de nós para recordar para sempre. Só queria pedir desculpa. Mas preciso que as paixões me levem a novos portos, que os meus olhos mudem de cor e que ... a vida aconteça, percebes?

3 comentários

Comentar post