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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #53

Porque é a coisa mais acertada a fazer, agora. Erguer a cabeça, marchar em frente e sorrir para estes dias de sol que não decepcionam.

Agarrarei a próxima oportunidade de me atirar contra elas, vestida ou não, com gente a olhar-me de lado e eu a ripostar com algo abusivo e concreto. Porque é assim que deve ser: levar a vida até aos limites do impensável porque ele não existe. O abismo, esse ser tão grande e ínfimo que afinal é tão pequeno se olhado cuidadosamente, esse sem fim de palavras e de horas em que passo a olhar para o branco do meu tecto, esse tudo ou nada que as pessoas me impingem... Não valem nada quando sei que posso ser feliz assim. Simplesmente assim, a olhar de frente o sol, queimando-me as pestanas, imprimindo documentos antecipando o ano que vem e lendo as entrelinhas da minha moleskine tão cuidadosamente como se ela fosse o manuscrito de Anaïs Nin. É disto que a minha vida é feita.

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