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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #58

As ondas de calor corporais estão em êxtase, em exercício de libertação tão continuo que me arrepiam e me fazem doer os músculos. Não sei se será febre, mas tenho os pés gelados. Os apontamentos estão aqui deitados, sobre a mesa de madeira, à espera de um momento oportuno de serem arrastados e lidos mais uma dúzia de vezes e transcritos para o pc; dá-me vontade de largar tudo e ir caminhar pela encosta acima, em direcção ao ar frio que se faz sentir lá de cima (espero eu) e deixar os pensamentos e contactos para trás. Estas duas semanas exaustivas onde não parei segundo algum para pensar, descansar, exprimir qualquer tipo de ansiedade relativa ao início daquilo que é o meu segundo ano nesta licenciatura faz-me pensar que o meu centro de gravidade está completamente alterado e mudei de rotação: em vez de ser 33 é 45. O meu mundo recebe vibrações de tão diferentes sítios agora; o poiso antes comum é o mais descentralizado: quero render me às experiências e aos sentidos sem, no entanto, deixar que a razão faça parte da equação. Contudo, acho que se aproxima a nova era de modo faculdade: mais activo (atrever-me-ei a experimentar o teatro? A política?), mais feroz e competitivo. E de lado, uma paixão que arrebata por todos os cantos que sabe a chocolate envolto numa película roxa. Deixa-me só dizer-te o quão à vontade me deixas para ser precisamente o que sou. <3