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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Natal e outras coisas

Quem me conhece deve saber que adoro o Natal, não sou fanática mas adoro. Gosto do vermelho carmesim, das luzes, das músicas e de toda a mística culinária. Mas hoje veio-me parar às mãos uma coisa que achei interessante e que vai, de certo modo, de encontro a tudo o que me impede de ser fanática do Natal: sim, prendas. Papel de embrulho. Comprar em vez de dar. Porque afinal, aquilo que devíamos estar a pensar, neste ano sobretudo, era na contenção de gastos e ver o que estamos a fazer de errado se temos constantes lutas financeiras, contas em atraso, contas de cartões de crédito. Não acredito que haja uma única pessoa que não vá receber pelo menos uma prenda e deixá-la a ganhar pó no armário ou na prateleira. E sim, é isso que me irrita no Natal. Era muito melhor fazer um gesto simples, dar uma festa com os amigos e cozinharem todos, partilharem histórias e cantarem as músicas mais incríveis de Natal seguindo pela noite com um bom vinho (ou eggnog) e ver filmes natalícios. A sério? Sim, a sério. Ontem adoptei uma gata, com 6 meses. E eu sempre disse que quando tivesse um gato seria com um mês, por aí. Mas ela olhou-me e na loja estava a rodar a Hallelujah do Buckley. Houve qualquer coisa que me tocou cá no fundo e perguntei o que tinha que fazer. Corri até ao veterinário e gastei ali, com a Frankie (Francesca della Invicta) 28€ (e nessa noite, mais 7€ para comprar cesta, areia, comida...). Este dinheiro, eventualmente, poderia ter sido gasto numa prenda para alguém, sim, poderia. Mas a Frankie tem uma otite e teve que ser desparasitada; e agora tem uma casa onde duas mamãs e um padrinho tratam muito bem dela e lhe dão muito carinho. É isto o natal, não é nenhum excesso de presentes que me vão ficar ali a entupir o armário. É ela a ronronar cada vez que lhe faço um mimo.