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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Na ponta dos meus dedos e no princípio do fim do mundo.

Ando às voltas e às voltas com cadernos, canetas, lápis e lapiseiras. Clips!

Os post-its amarelos colam-se em livros, requerem atenção da minha parte e a caneta Pilot está exausta. A caneca veio pela quarta vez consecutiva até à mesa da mobilidade - onde faço tudo: como, trabalho, leio, imagino, namoro, falo, entristesso-me... E pela quarta vez vem cheia, mas desta vez com cereais nostálgicos - o mundo fica numa pontinha de um dos meus dedos e o resto é arte. As listas crescem de novo, a agenda está lotada de serões intermináveis, a minha letra foge da capacidade de ser lida. As novas aquisições de leitura já foram arrumadas no seu lugar e o habitáculo do jazz está mais morno. Procuro de novo a Mebocaína Forte e tento encaixar o resto do mundo noutra ponta de um dedo. Reparei agora: não dá: o resto é arte.