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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #90

Chegou às 5.53 am a casa... despiu-se, lavou os dentes para que não conseguisse sentir os aproximadamente dez cigarros que havia fumado durante a noite, lavou a cara, vestiu o pijama com as calças azuis e verdes. Entrou no quarto, sorrateira, e deitou-se ao meu lado. Disse-me: "- pensava que nunca mais te voltava a ver, pensei que ia morrer ao voltar para casa." Acabei por despertar por completo, agarrei-a contra o meu peito e jurei para mim mesma que não haveria outra noite semelhante a esta. É-me necessário dizer-te "bom dia amor" todos os dias como se fosse o primeiro, numa chávena de café quente; pensar que podes deixar de existir neste espaço de tempo que nos une arruína-me por dentro. Senti vontade de a apertar com mais força e finalmente disse: estás aqui, não te deixo ir para lado algum, nunca.