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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #109

And so it is. It was. Já está. Posso vos dizer que sou licenciada (faltam duas notas ... mas tenho a certeza que passo com decência). É uma sensação de voltar a ver cores, de voltar a sentir cheiros, voltar a sentir o chão debaixo dos meus pés. É uma sensação de incrivel liberdade e resposabilidade, também. Liberdade porque já não me vou sentir culpada por ficar a ver séries uma tarde inteira, ou dormir até às 10 da manhã ou levantar-me às 6.30 para tomar café com o nascer do dia; poder ler livros, livros a sério, que me dêem asas à imaginação; poder ter tempo para brincar com as minhas gatas que me pedem tanta atenção; poder pensar para além da caixa, pensar em dias solarengos e ver o sol, ou sentir a areia a fazer-me cócegas nos pés. Até aproveitar a minha nova mobília do IKEA que tanto gozo nos deus a comprar e montar. Poder olhar para ela e finalmente sorrir com um sorriso cheio de sorriso e alívio. 

Mas por outro lado, por outro lado há a responsabilidade do saber o que fazer a seguir, como vou conseguir o que quero. Próximo plano é mesmo curadoria e pagar uma propina absurda para uma pós-graduação. Sim, é parceria com Serralves. E depois disso? Será que me aventuro a mudar de cidade? A mudar de país? A deixar a vodafone, os amigos, o Porto, a família, a casa? E será que me aventuro seis meses da minha vida amorosa sem a minha metade amorosa? Sim, porque a Alex vai em Setembro de Erasmus para Espanha e até lá... Vou ser eu e as gatas. E talvez um bocado de tinta nas minhas mãos porque estou a pensar comprar umas telas e mais uns pincéis. Preciso de expressão. 

E pronto, a minha vida libertina começou ontem, continua hoje e até Fevereiro do próximo ano estou livre com um part-time de 5h nas mãos.

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