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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #146

Nós, membros de uma sociedade dita civilizada, conseguimos ser mais bárbaros que macacos à procura da primeira refeição do dia. Dois exemplos que me fazem corroer por dentro com a falta de civismo deste povo:

 

1. O supermercado. Dita a lenda que existia um mágico mundo de prateleiras cheias de comida que devia ser colocada em cestos quando era em abundância e quando era uma ninharia (porque afinal as prateleiras recheadas já estavam em casa) levada na mão. Aquando do esvaziamento das prateleiras, os mágicos elfos deveriam dirigir-se para junto de uma caixa registadora, de forma ordeira e pacífica. Dita a lenda que de vez em quando, uma elfa eluminada que levava o cesto cheio e viu o elfo atrás de si com uma lata de comida para os seus animais domésticos lançou um pacífico: pode passar à frente, elfo, demorará menos tempo. O elfo agradeceu e passou em diante deixando a elfa na sua vida pacífica. Ora, não é que por motivos alheios às prateleiras, certo dia foi o dia da elfa ter apenas duas modestas latas de atum na mão e estar uma fila descomunal de cestos à sua frente. Pacientemente aguardou pela sua vez pois nenhum elfo teve a dignididade mesmo após vários olhares de relance de a deixar passar à frente... Moral da lenda: esta gente é uma cambada de druídas vestidas de elfos que não sabem ser civicas e tirar a cabeça do seu buraquinho que raramente ou nunca vê o sol. Tenho dito. 

 

2. O andar no passeio (com e sem guarda chuva). Quando vocês conduzem, não conduzem para o lado que vos dá mais jeito, ora pois não? Não dá para acreditar que mais de metade dos portugueses não sabe andar nos passeios ou amostras de passeios que temos, ceder passagem quando há postes e outros instrumentos a meio do caminho. Meus caros, é simples: vai para lá? Direita; vem para cá? Esquerda. Não é para andar aos ziguezagues, a fazer danças africanas ou salsa mexicana. Tem guarda chuva? Baixe um bocadinho, levante um bocadinho ou incline que dar com ele na cara às pessoas que vão ali não dá com nada.

Tenho duas teorias acerca do porquê de não saberem andar em passeios: primeiro porque só sabem andar de carro e pronto, vá lá, até está estabelecido que para lá é da direita e para cá é da esquerda mas aplicar isso ao passeio pedonal é uma porra de uma complicação... E segundo: não tiveram aulas de comportamento e expriência pedonal como as crianças têm na Suíça e que devia ser instaurado na primária como o é lá. Isto e bicicletas, mas essa fica para depois. 

 

(Atenção que nem todos são assim, não quero aqui ofender niguém mas a maioria com quem me cruzo insere-se nestas descrições)

 

Era só isso. Precisava de desabafar.

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