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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Toranja fora de horas - enjoos tardios

Dá-me ar. Dá-me ar para respirar.... E não me lembro do resto. Sinto a melodia toda na minha cabeça mas a memória começa a falhar. Não me refiro a ti, obviamente (mas também poderia ser, mas não é... é o que interessa!).

 

Preciso que a vida me dê ar, me dê espaço para deixar deixar de ser o que não sou hoje. Sinto cada vez mais que estou a cair numa espécie de poço de moedas mas sem moedas (episódio dos Simpsons em que o Bart fica preso num lá baixo?). Começo a ficar com claustrofobia e até chego a ver-me obrigada a abrir o vidro do carro quando vou a conduzir.

 

Não tens saudades de quando nos levantavamos todas as manhãs e sabíamos que nos iamos ver antes das 8.15? E que às 9.45 já andariamos com um sorriso de novo porque poderiamos dar as mãos delicadamente (e surrateiramente) sem nos precipitarmos para um futuro que não nos dá nada mais que baldes de água fria e beliscões de impaciência?

Era capaz de fazer a lista das coisas que mais me agradaram desde que estou fora de casa em 10 items. Talvez em 5. Até 3. Já viste?

 

E quando pensava na universidade, era algo deste ensopado de farinha sem jeito que esperava? De modo algum. Nunca na minha vida havia tirado um suf a Desenho. Tive que chegar à Universidade para apanhar com uma tampa dessas.

 

Dá-me ar, dá-me ar para respirar... Não tenho pedido mais nada se não paciência - virtude que sempre me faltou. Tenho paciência para aturar as minhas lágrimas de quando recebo uma proposta nova de Projecto, para os meus regressos a casa vazios, os meus jantares de "solitária da tv", as minhas noites a bradar pela casa não limpa que elas me deixam.

E o acordar das gaivotas tenta dar-me um novo folgo, a tua cara na fotografia na mesinha de cabeceira tenta dar-me força... mas sabes que mais Rita? Tudo começa a desmoronar-se até nas minhas frases.

 

Não vejo nexo em continuar, tu vês?