Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

números aflitivos

 O despertador. correntemente, acorda-me às quatro da tarde - mais coisa menos coisa. Recomeço o dia do nada, como que se um grande vazio frívolo estivesse a bater-me à porta a pedir licença mas ja estando dentro. Os dias passam-me pelas mãos e fogem-me pelos pés, a cabeça sustenta as ideias geniais e os pensamentos perigosos. Já alguém ouviu dizer que me vou mudar para outra cidade que não esta? Digo alto: estou farta desta merda de ideia. Um dia mudo de corpo e ninguém dá conta: já foram 3kgs à vida e ainda pondero comer pão com queijo com misturas de cereais. E assim, torna-se equivalente a dizer que mudar de cidade é uma grande coisa para toda a gente; acho, friamente, que se o meu modo de interagir com as pessoas se alterasse e virasse bimba de primeira (como vi hoje alguém com diamante nos dentes, verniz encarnado e estrelinhas tatuadas no pescoço, já acredito em tudo), ninguém dava por isso. 

 

Nas minhas mãos prevalece o gosto pela arte, na minha mente as datas que me são impostas e errantes.  E isso está a ocupar as horas que lentamente puxo e engulo das cinco e meia às duas.

 

 

2 comentários

Comentar post