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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

O que nos faz desejar (algo) é o facto de ser temporariamente inacessível.

 Continuo a amar-te, mesmo assim, tanto quanto no dia em que 

 

dissemos que era tempo. Sempre de sorriso guardado na boca, 

 

sempre de mão a tremelicar e de estômago frágil. Continuo a 

 

amar-te mesmo quando me dizes para parar de comer amendoins e 

 

quando vais para a aula e me deixas em casa sozinha. Continuo a 

 

amar-te tanto quanto as estrelas nos perguntaram se queríamos 

 

namorar, tanto quanto encontrar filmes dos bons, tanto quanto ver-

 

te adormecer a meu lado.

 

Continuo encantada por te ver abrir os olhos no lado de lá da cama, 

 

ou, quando ainda é muito escuro, ouvir a tua voz a chamar por mim. 

 

Sim, sou eu. Sou sempre eu e sempre quis ser eu. Já pintas as unhas 

 

dos pés com o meu verniz coral, claro que sou eu. Bebes café no 

 

mínimo três vezes ao dia? Claro que sou eu! Apaixonas-te facilmente 

 

por monstruosos minutos a ver fotografias? Sou eu, claramente. 

 

Continuo a amar-te só porque te tornas delirantemente entusiástica 

 

com coisas diversas que não cabem no mundo dos outros, porque és 

 

a pessoa mais razoável e mais detestável que conheço. Porque és 

 

aquilo que outros conhecem por algo e eu conheço por tudo. És e sou 

 

um nós apaixonante. Quero-o por longos minutos de anos.

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