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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #83

Por Zeus, como sinto a solidão sem a tua presença. Não que estar sozinha seja indesejável, por vezes, contudo, desejo muito mais ter-te a meu lado e poder sorrir para ti e não para uma sms tua. A terrível angústia de não te ter por perto é massadora: consome-me dia e noite sem deixar rasto visivel ao olho comum - mas cá dentro, cá dentro tudo tem uma forma disforme, um silêncio incomum e pesado. Olho para o relógio que me ofereceste - qual foi o intuito deste presente tão caro? Ainda nem sequer éramos uma da outra. Tenho por mim que talvez tenha sido como um desabafo teu: tanto tempo aguardei e agora, finalmente, aconteceu; ou terá sido: não desespero, espero mais um pouco se necessário. Lembro-me que na altura, nesse preciso dia, estive longos minutos em discussão de off com a minha namorada de então. De alguma forma, estavas ali, a meu lado, o teu braço no meu e a tua pele dourada preenchia-me os olhos. Essa cor ainda agora me preenche. Aquele momento ainda agora me preenche. Todos eles. E é neles, meu bem, que me ancoro. É neles que deito o meu peso por inteiro enquanto não te tenho a ti, para me sustentar nos teus braços e receber o que a mim me pertence. 

 

Como sinto a tua falta... Só eu sei. Mas aqui tento deixar esta pequena ideia. 

 

Para ti, Al.

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