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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Heróis das salas de cinema: Any Day Now

 

Ontem vimos este filme. Um filme que nos surpreende, nos revolta, nos emociona e nos deixa decepcionados com o ponto de vista das pessoas. Dirigido por Travis Fine e nos papéis principais Alan CummingGarret Dillahunt e Isaac Leyva. 


Pensem no quanto quiseram alguma coisa; agora pensem, nessa coisa que seria benéfica e que vos é retirada só por causa da vossa orientação sexual quando claramente... A opção correcta seria tê-la. A questão é que no filme essa "coisa" não é uma coisa: é um ser humano, uma criança adolescente com sindrome de down que é filho de uma drogada e por compaixão, no início, fica ao cuidado da personagem de Alan Cumming que entretanto começa um relacionamento com a personagem de Garret Dillahunt. E o filme é baseado em como essa relação de amor afecta a vida da criança de forma tão positiva, como a preenche de alegria e o torna uma criança mais feliz. Mas, e porque tem que haver um mas, as autoridades descobrem "a natureza do relacionamento entre os dois homens" (destesto esta expressão) e fazem com que a criança lhes seja retirada. Segue-se uma batalha judicial morosa e extremamente enfurecedora. 


Está nos cinemas pelo país, quem puder ir faça favor. É um filme incrivelmente bem realizado, baseado numa história verídica que nos mostra toda a nossa realidade fragmentada. Apercebemo-nos o quanto já se lutou pelos nossos direitos e o quanto já evoluímos e estou eternamente grata a homens e mulheres que mostraram a cara para podermos agora ter uma vida "livre". 


Alan Cumming e Garret Dillahunt interpretam (a meu ver) papéis incriveis e merecem ser reconhecidos por isso. O melhor papel da carreira deles.

Italian Night

Ontem demos um jantar cá em casa para três amigos e decidimos fazer nem mais nem menos uma noite italiana. Só foram permitidas comidas com proveniência da península itálica: queijo, cogumelos, pasta de azeitonas e muito mais. Foi um sucesso! Já não pegava na minha máquina de fazer pasta há já bastante tempo e foi tão bom voltar a fazer tagliatteli em condições. Fiz uma receita do Jamie Oliver, Pasta alla Norma (massa com berinjelas em molho de tomate e manjericão) com entrada de Funghi tagliati a fettine sottili con mozzarella fusa e timo (ou seja cogumelos lamindados com mozzarella derretido e tomilho) e, óbvio, pão de alho caseiro com mozzarella por cima, queijo fresco servido com pimenta e sal... Várias obras primas numa só noite.

 

Para sobremesa um cheescake a sério (caseiro) e tiramisú em copo (que é a minha sobremesa favorita desde criança) que está, para além de bem apresentado, delicioso!

 

Não tirei fotos a tudo porque até me esqueci (quando se está em boa companhia nem dá para tal!)

 

 

 

 

Coisas que acontecem #2

 

Como prometi, conto-vos o desafio que foi a consulta no vet. Metê-la na transportadora e levá-la até ao veterinário foi a parte fácil. 

 

Logo ao entrar para a consulta, a veterinária tentou tirá-la ela mesmo: mau resultado que levou logo um bufo que a "meteu no sítio"; tirei-a, e não larguei mais o seu cachaço que ela comigo não brinca. A médica ficou logo um bocado assustada (e não a culpo nem um bocadinho); passamos à 1ª tentativa de cortar unhas sem sucesso mesmo enrolada na toalha. Termómetro no rabinho e mais uns ais e uis, bufos, vamos lá arreganhar os dentes... Vacina logo a seguir e continuamos na mesma. Após se pedirem reforços (outra médica veterinária) para lhe poderem dar o desparasitante e ela, sem mais, cospe-o num arco perfeito. A médica disse que nunca tinha visto aquilo, é uma história nova para contar! Da segunda vez já foi (elas têm uma espécie de tesoura/pinça e colocam o comprimido na traqueia para descer de uma vez) e já estava quase tudo menos o cortar das unhas (que eu faço em casa e elas não fazem metade das fitas que fazem lá!) - chamou-se um terceiro reforço que lhe enfiou um daqueles funis para ela não morder e lá conseguiram cortar as unhas mas não sem muitos protestos e ainda se magoou na gengiva porque feita tola tentou tirar o funil. Só visto.


Bom, resumindo, a médica acha que castrar pode ser um solução mas não é 100% resultado certo; receitou-nos um ambiantador com feromonas para as meninas ficarem mais zen, supostamente ajuda a que ela relaxem e se sintam mais à vontade em situações de stress. Assim espero. Daqui a três semana voltamos lá para a outra pica e até lá vamos ver o resultado do primeiro tratamento. Caso este não dê em nada, gatinha, vais à faca. 


Estou um bocado assustada mas ao mesmo tempo feliz porque já me receitaram um tratamento. Vamos aguardar.


Bom fim-de-semana!

Coisas que acontecem

 

Pois, ter animais não é para toda a gente. Ter gatos não é para um simples humano, e ter uma gata siamesa muito menos. Começo sinceramente a achar que há algo estranho com a Frankie (e é por isso que já marquei consulta no veterinário). 

 

Hoje de manhã, como todas as manhãs, a Alex levanta-se mais cedo do que eu. Assim, quase pronta a sair de casa pegou numa caixa que tinha umas coisas que deveria levar para a faculdade. A Frankie estava sentada à beira da caixa e por que motivo não faço ideia, levantou-se a caixa e a Frankie levantou-se com ela até à perna da Alex. Graças ao deus pai da Levis que as calças são duras de roer e só ficaram com um buraquinho mas não se pode dizer o mesmo da perna que ficou com um grande arranhão (mais ou menos 4cm). O que vale é que mal a Alex me chamou levantei-me de um salto e mandei um berro à gata (seja lá porque motivo for a mim tem-me muito respeito) e ela desandou logo dali. 

 

Depois de fazer o curativo e de pararmos de tremer as duas, fomos ver a bichana que já estava num estado absolutamente normal como se nada tivesse acontecido (!?) mas demos conta que a nossa outra bichana não estava com ela ou em qualquer parte da casa. Simplesmente, reviramos a casa toda e não a encontramos. Presumimos o pior: conforme a Alex abriu a porta de casa antes do ataque da Frankie a Baguera simplesmente saiu disparada. Isto levou a mais ou menos uma hora de buscas intensivas rua acima rua abaixo, debaixo de chuva miuda mas que se fartava de molhar... e sem sucesso. Sem sinal da Baguera em lado nenhum. Por fim, e vendo que não ia dar em nada, regressamos a casa. Abrimos a porta e de um salto surge a gata na cozinha! O que é que estava a abanar? O estendal da roupa que se ergue até ao tecto. Apeteceu-me chorar de alívio e torcer-lhe as orelhas ao mesmo tempo. É a segunda vez que a gata faz um desaparecimento destes em casa (parece que faz magia!). 

 

Eu não sei se vocês têm animais que vos são muito chegados em casa (cães, gatos, piriquitos) mas quando acontecem coisas destas se não vos apetece deixá-los de castigo pro resto da vida, têm uma paciência do caneco. É o que eu vos digo. Bom, mas agora está tudo mais calmo e estão as princesas a dormir muito calmamente como se nada de anormal tivesse acontecido durante o dia. Um espetáculo.

 

*e agora vamos lá ver o que é que o veterinário decide quanto à Frankie, porque já não é o primeiro ataque de fúria que lhe dá. Deixarei novidades.

Hey there!

 

Cansadas, ocupadas, com vida social activa deixa pouco espaço para vir aqui tanto quanto gostava ou na hora que mais queria. Mas entretanto, aqui estamos. Viemos de fim-de-semana; a minha irmã faz anos amanhã (16!?)e vamos fazer um jantar de São Martinho adiantado. AAAAHHHHHHH, como eu gosto deste tempo, deste vento, da chiva, do frio com sol, da lareira, do sofá, das séries, dos jantares em casa com os amigos e o quente de todas as conversas. Mas o melhor? A caminha quente, os edredons e as gatas a aquecer os pés - nada bate a companhia e o quentinho. 

Olá Novembro.

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