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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #137

Este fim de semana vim a casa. Acontece que nesta altura do ano por estas bandas só se pensa numa coisa: trabalho, trabalho, trabalho. Entre as ervas daninhas, o regar, o cegar, o enfardar, arrumar, regar outra vez, mondar outra vez, curar o pulgão é um alvoroço do qual já sentia falta. Sou uma menina do campo, não hajam dúvidas acerca disso. Quero construir uma cabana com as minhas mãos (e a ajudinha de mais alguém) e quero construí-la ali, em cima do ribeiro, perto dos freixos. E depois quero ter aquele pedaço de terra: para a minha horta, para poder entreter-me e ver a minha cozinha a ser recheada como deve ser. 

 

Adoro vir a casa nestas alturas. Até era menina para guardar as minhas férias e vir para aqui porque os meus pais não têm mãos a medir: levantam-se às 5.30 e às vezes às 5 e desde essa hora até às 23h não param (quer dizer, têm 45min a 1h de sesta, mas obviamente, não chega!). Mas andar por aqui, como andei ontem, na beterraba a mondar de calções e top de bikini... Mexer na terra, andar descalça pela terra fora, enfiar os pés na lama e fazer a roda ou pino sabe a liberdade. À verdadeira liberdade. Não é a liberdade fingida que se tem na cidade, onde trabalhamos num escritório, repetimos vezes sem conta o mesmo processo e voltamos para casa. Uma rotina dolorosa para quem for como eu. 

 

A vida no campo pode ser ingrata a muitos niveís mas nunca ingrata ao nível mental.

Vou ali apanhar uns espargos para o jantar e já volto *

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