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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #140

 

Quando fico cá só com as gatas, é um misto de estar em paz mas em sobressalto. Faz-me falta a tua companhia mas ao mesmo tempo agradeço os minutos de paz em que estou sozinha a cozinhar, a limpar, a brincar com as bichanas e a apaparicalas como tanto gosto. Mas depois, sabes, quando chega aquela hora (aquela que se está agora mesmo a chegar perto de nós) há uma certa melancolia em mim que não me larga, um despero do tamanho do punho no estômago que não pára de girar. E é aí que sei: fazes-me falta durante o dia todo, não só neste momento. A melancolia está lá e o punho de desespero também; eu é que evito falar deles ou evito lembrar-me que eles estão ali. 

 

Agora se me dão licença, vou pegar nos meus minutos de paz interior e vou para a cama adormecer a melancolia e o desespero que já estão tão ou mais cansados que eu.

 

Até amanhã, Agosto. Foste bom para mim Julho.

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