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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Tê z

  Chateia-me que os cornetos que não são cornettos tenham um chocolate manhoso que tem um açúcar tão mau que nem dá para engolir.

Chateia-me pensar que esta semana vou levantar-me todos os dias as 5h30am e trabalhar até ao meio dia mas o pior de tudo nem é isto (porque isto já é um estranho hábito que regressa de vez em quando) : é mesmo deitar-me todos os dias dessa mesma semana sem ti na cama - porque torna-se cada vez pior não acordar contigo, nem que seja eu acordar e ver-te dormir como tem acontecido nestes últimos tempos. Como quero que aconteça quando já tivermos um colchão no tê que vamos alugar rodeado dos meus livros da tashen que já podiam preencher uma prateleira da Bertrand ou da Fnac e dos teus dicionários que permitem equacionar problemas tradutivos (esta palavra existe?).

 

  Sinto uma inquietude que me incomoda, me transtorna e, de uma maneira qualquer me faz feliz: a mim e ao barulho que o silêncio me proporciona. Quero aquela casa porque é um tê zero. Não um tê um ou tê dois. Um tê zero. Sabes o que isso significa? Que quando chegares, encontras-me logo à tua frente, não precisas de abrir portas completamente idênticas e monótonas (já alguma vez pensaste na vida das portas? Abrir e fechar, abrir e fechar...) e se não estiver à tua frente sabes que estou na parte que serve de atelier. É um tê zero com muitas coisas brancas, tantas coisas brancas que lhe perdi a conta. Até isto joga a nosso favor, porque assim podemos comprar mesas vermelhas e ter só um colchão com o jerónimo no chão; assim, podes pegar no meu coração e encostá-lo ao teu de maneira a que possam ser identificados como um para não poder deixar que o eternamente se vá embora (e tranque a porta atrás dele) nunca. É um prazo limite, quase como os iogurtes que ficam no frigorifico três semanas à espera que sintam o toque de uma mão a querer agarrá-los. 

 

Como estou hoje? Transtornada e com o pé direito frio em comparação com o esquerdo, com o cotovelo e o rádio do braço direito em constante intermitência (como o semáfro laranja - ou amarelo: depende da perspectiva, como quase tudo na vida).

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