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A vida de Mala Aviada

A vida de Mala Aviada

Desalojar de ideias #158

Temos andado a uma velocidade que deixa a cabeça a rodopiar. Não temos tido tempo para nós, para isto ou para seja o que for. Dentro de duas semanas começam as aulas e vejo tanta matéria para rever... Tanta coisa necessária para saber de cor antes de retornar ao derradeiro campo de combate. Vida de pasteleira é assim: uma luta constante para saber mais, ser melhor e ser perfeccionista. Para além da parte de gestão que prevejo que vá ser difícil de entrar no ritmo outra vez (1+1 quanto é que é?).

Para além disso, agora, a Alex candidatou-se a duas novas especializações; e sem espanto nenhum entrou em ambas! Uma aqui no Porto e outra em Coimbra. Ambas complemetam-se e vão gerar um novo perfil que a vai diferenciar dos demais médicos dentistas que existem. A nossa preocupação agora é em saber qual o melhor banco com possibilidade de nos dar empréstimo jovem uma vez que a bolsa não é válida para especializações. Sim, a sério, não é válida. Como é que este país quer educar melhores profissionais se não baixa as propinas e não ajuda com bolsas a quem merece e precisa? Pois, é um bicho de sete cabeças que vamos ter que enfrentar. 

Com isto tudo, a Alex está a pensar manter-se a trabalhar lá em cima pois precisamos do dinheiro...Vamos deixar de ter fins-de-semana para ter uma noite de quarta-feira. Mais um nó do destino a deslaçar! Com sorte o patrão manda-a para uma zona perto do Porto; com azar manda-a para o profundo trás-os-montes onde não lhe vai compensar estar e terá que se despedir. Encruzilhadas.

Mais ainda, a nossa casa está à venda e a senhoria quer vender o mais depressa possível (claro, se fosse possível a nós). A questão é que ninguém nos dá empréstimo sem contrato porque, embora trabalhe para a mesma empresa há 4 anos, é com contrato a termo incerto o que quer dizer que não há sítio algum que me desse empréstimo para comprar casa. Segunda questão: esta casa é espetacular para agora mas se ficássemos iríamos ter que fazer muitas obras e é um T1 - não quero que as minhas visitas tenham de dormir no sofá-cama para sempre! Terceira questão: não sei se vamos ficar em Portugal ou não. Embora a Alex agora esteja presa por dois anos às quartas, não quer dizer que não tenhamos interesse em ir para fora; estarmo-nos a prender tão cedo a um empréstimo de uma casa... Não será a melhor escolha. Ah, e claro, como a senhoria quer vender, tudo o que se estragar a partir de agora já não é alvo da sua responsabilidade. Acontece que nem por acaso a máquina de lavar avariou novamente e desta vez foi um adeus para sempre... Quando lhe disse, basicamente tive duas hipósteses: ficava sem máquina ou comprava uma. Claro, vem aí o inverno, a escola e tudo o que implica ser pasteleira. Comprei uma nova do meu bolso (meus ricos 300€), do dinheiro que tenho junto para o estágio final.

Este fds o nosso sobrinho festeja 3 anos e somos nós que vamos fazer as sobremesas (claro, quem mais havia de ser?!) mas ao mesmo tempo que temos que fazer tudo isto e um bolo para 40 pessoas, temos um casal de amigos que vêm cá passar o fds e entendido está que vão querer passear, ir comer fora (estou pobre e falida por causa da história da máquina) e tudo a que têm direito quando vêm ao Porto. Vamos ver como nos vamos arranjar... Têm sido dias longos c@r@s. Mas sei de antemão que o que não nos mata torna-nos mais fortes! E esperemos que seja só isso.

 

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